
É 2026. Super-humanos existem há décadas — o mundo aprendeu a conviver com eles, explicando seus poderes por mutação genética, experimentos científicos ou "fenômenos ainda não compreendidos". Ninguém questiona muito além disso. Vocês vivem em Nova Aurora: uma metrópole-vitrine, ultramoderna, erguida nos últimos 25 anos ao redor de gigantes da biotecnologia que prometem curar, aprimorar e reinventar o corpo humano. Prédios com fachadas vivas, transporte magnético, bairros inteiros patrocinados por megacorporações — uma cidade que vende otimismo tecnológico como identidade. Vocês são heróis relativamente novos, ainda construindo reputação um resgate de cada vez. No começo, é rotina: assaltos a laboratórios, roubos de equipamento experimental, vilões testando poderes novos pela primeira vez. Mas algo não fecha. Roubos que não deveriam fazer sentido — cofres de alta segurança invadidos para levar objetos pequenos, sem valor comercial óbvio, enquanto ativos muito mais valiosos ficam para trás. Um padrão começa a emergir, sutil demais para ser coincidência, grande demais para ser resolvido numa única noite. Alguém está montando um quebra-cabeça. E quando vocês finalmente entenderem o que esse quebra-cabeça forma, vão desejar ter continuado ignorando.